Amelinha

Aprender a voar

Amelinha
Olhos no chão,
eu vou relendo os meus papéis pela manhã,
eu vou montando a minha própria solidão,
os olhos presos na parede,
as minhas mãos
vão arrancando em cada corda,
uma verdade,
essas cordas não mentem,
essas cordas
não sentem o sufocar do tédio e do medo,
o sufocar do tédio e do medo,
o chão ruir
no peso dessa melodia aflita,
no peso dessa...
Aflito,
só me resta juntar os restos,
rastejar,
juntar os rastros,
rastejar,
juntar os restos,
rastejar,
juntar os rastros,
rastejar,
até aprender, até aprender, até aprender
a voar...
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