Pedro madeira

No escuro

Pedro madeira
A imortalidade da minha ausência na tua vivência
A invisibilidade da minha presença num lugar comum
Recorro à pena da minha sentença pra ser só mais um
Venero a condição de quem tem liberdade, liberdade vital
A minha sorte muda quando fecho os olhos
E imagino a vida a chamar por mim

Há aqui diferenças, repara em mim agora
Assim na selva, repara em mim agora
Dois mundos diferentes, estás ausente do meu
Estou aqui no escuro, repara em mim agora
A compatibilidade das nossas diferenças são meras ciências
A continuidade da tua regência imune ao amor
Recorre à falta de clarividência na tua experiência
Argumenta o choro da minha existência com falsa inocência

A minha sorte muda quando fecho os olhos
E imagino a vida a chamar por mim
Há aqui diferenças, repara em mim agora
Assim na selva, repara em mim agora
Dois mundos diferentes, estás ausente do meu
Estou aqui no escuro, repara em mim agora
Repara em mim agora, agora, agora

Porque eu só queria olhar-me na TV pra ver o que tu vês
Endireitar a dor, secar a minha face pra ver a outra face do escuro
Há aqui diferenças, repara em mim agora
Assim na selva, repara em mim agora
Dois mundos diferentes, estás ausente do meu
Estou aqui no escuro, repara em mim agora

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