Silveira e silveirinha

Berrante misterioso

Silveira e silveirinha
Arriei o meu cavalo saí num dia chuvoso
Pra buscar uma boiada na fazenda do Mimoso
Reuni a piãozada confiante e corajoso
Com dez mil cabeças de gado
Atravessando o rio a nado berrante tocou choroso

A entrar numa cidade a boiada estourou
O povo ia correndo quando o gado avançou
Corri com meus companheiros mas nada adiantou
Quando ouvi o som de um berrante
Lá no alto do horizonte quando o berrante dobrou

declamado:
(Quando ouvi o som do berrante
Naquele mesmo instante toda a boiada parou
Um eco agudo do céu
Uma nuvem coberta de véu, uma voz assim falou

(Sou o Divino Pai Eterno eu sou o teu protetor
Eu vou seguir os teus passos na vitória e no fracasso
Eu sou o seu Salvador)

(O meu corpo estremeceu ao ouvir o som do berrante
Aquele som vinha do alto, aquele som palpitante
Caí de joelhos em terra, Lhe agradeci num instante
Ajuntei toda a boiada
Saí cortando as estradas pensando no tal berrante)

Eu fiquei aliviado no momento perigoso
Berrante silenciando num eco misterioso
Eu salvei toda a boiada desse mistério espantoso
Por isso a Deus agradeço
Até hoje não esqueço o berrante misterioso

Encontrou algum erro na letra? Por favor envie uma correção clicando aqui!