Antíteses

Ícaro e sofia

Antíteses
Seu fascínio nunca se prendeu no chão
E se voltou para as coisas sem explicação
O sol sempre lhe foi motivo
Para gastar tardes a fio
Deixando a mente voar alto
E se desfazer em sonhos rarefeitos
Qual poderia ser a solução
Para tão grandiosa ambição?

Ícaro sonhava em voar
Pr'onde quer que o vento o levar
E as chamas que refletem no céu
Anunciam a queda deste véu

Tudo o que queria sofia
Era entender o que ela via
Essa eterna sensação
De estarmos sempre em outras mãos
E quem és ela pra dizer
As razões de nosso viver
A estrada que vamos seguir
As paixões que ainda hão de vir
Sofia então amou o sol
Na sua imensidão vazia
E consternada se calou
Diante tamanhas maravilhas
"E assim como as folhas de outono
Em sua plena efemeridade
Não aceito nosso destino
Nem entendo sua complexidade"

Filhos de apolo perdidos em terras
Onde não se entende essa urgência
Nos salões de baco eles se encontraram
E viram no outro o que procuravam
Eles se olharam
Em meio às vestes
Que lhes cobriam
Que lhes despiam
As mãos se tocaram
Lábios esboçaram
O mesmo sorriso
Não mais indeciso

Ícaro e sofia dançaram a noite inteira
Ele ainda vestia as suas asas de cera
Ela o fez voar alto mas não queimou suas asas
E disse que entendia a estrela que os fascinava
E o vinho entorpecia qualquer outro sentimento
Calou em suas almas aquele imenso tormento
De compreender a nossa vida,
Ou apenas planar sobre o vento

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