Gibrau

Noia funcional

Gibrau
Dos pensamentos mais mundanos
Resolvi me desfazer
Só sentir
Enxerguei mais do que costumava ver
Consultando escrituras
O ofício não muda
Pra quem um dia chegou a ser quase mudo
As ideia floresce e eu
Rego as minhas mudas
Construí o melhor de mim e agora mostro pro mundo
Cada verso, um leque de opções
Eis mais um louco escrevendo canções
Não me encaixarei na sintonia que toca
Escreverei sinfonias tocantes
Poesia de um instante
Ilimitados
Fatos brilhantes
Não documentados
Foi escrito o que foi percebido eu to amanhecido
Confortavelmente entorpecido

Zé povim que não me alcance
Alcanço o lance com a minha performance

Zé povim que não me alcance
Alcanço o lance com a minha performance

Zé povim que não me alcance
Alcanço o lance com a minha performance

Quando eles tão precisano
Eles até implora
Mas acham que o que eu falo
É da boca pra fora
Valorizam quem chega ao fim da jornada
E quem ta no início eles só critica
Mas eu nem preocupo porque eu sei que no final eles vão tar queimando a língua
E o mundo corroendo com o álcool
Valores sugados pras narinas igual talco
Nessa vida nós temos um prazo
Por isso memo que eu nunca tô parado
To na missão, eu sou um missionário
Pra dicção, eu leio o dicionário
Inevitavelmente efêmero
Eterno por escolha
As junta ta frouxa e o punho ta corajoso
Noites sem dormir o motivo do olho roxo
Brisa litorânea
Pra nós é só montanha
Mas sei que a fé as move
Num mundo que lembra história de Isaac Asimov

Zé povim que não me alcance
Alcanço o lance com a minha performance

Zé povim que não me alcance
Alcanço o lance com a minha performance

Zé povim que não me alcance
Alcanço o lance com a minha performance

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