Incesticida

O último adolescente virgem

Incesticida
Um dia na vida conta muito,
Pra quem não tem muitos dias para contar...

A fúria de um fora fere fundo,
Se fosse um furo feriria para matar...

Há muito me desconforto com esse corpo,
Quem dera ter um belo corpo para te dar,
Se me excedo sou visto como um tolo,
Se fico na minha as pessoas vem me julgar.

Olhos vermelhos, pescoço roxo,
Dedos amarelos,
Nova coloração que eu vejo você usar.

Preciso, todos sabem, mas não consigo,
Tivera eu um porre pra poder encarar.

Da sala ouvindo os gemidos,
Aguardente tentando me animar,
Desprezado quase um Quasímodo,
Sorrisos que vinham do quarto a ecoar.

Os seus seios suados e aflorados,
Tocados enquanto ela se movia devagar,
Pela porta entreaberta eu assistia,
Em queda-livre minha vida desabar.

Visão embaçada, talvez pelas drogas,
Talvez pelas lágrimas
Que não queriam cessar.

Um programa, uma nota, uma estranha em minha cama,
Sem preservativos, sem perspectivas...

Descontei na garota,
De ressaca, roubado, ferido e surrado,
São essas as lembranças da primeira vez,
Que não consigo apagar...

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