Necrose

Sonhos pendurados em um lençol de uma favela venezuelana

Necrose
Você estava lá pendurada
Tristonha e agonizante
Sua língua enrolada
Seu cabelo amassado

Enquanto eu observava seu corpo pálido
Eu ficava excitado
Não conseguia resistir à tua cor lívida
Teu cadáver aguardando por mim
Eu me aproximei com receio...
E dei-lhe o abraço eterno
Minha língua percorria cada centímetro da sua pele
Ah a pele... em breve decomposta
Sentia seu cadáver fresco, sentia ele esfriar a cada segundo
Queria abraçá-la mais
Queria ficar consigo na morte
Queria possuí-la pela eternidade
Minhas mãos caiam em tuas pernas
Coxas da minha vênus... talvez de milo
Mijei todo seu corpo sem vida
Gozei em seu rosto
Seu belo rosto... seu belo pescoço
MARCADO PELA FORCA
Abusei mais uma vez
E mais três
Peguei as colheres...
Oh, as colheres

Lhe cortei, pedacinho por pedacinho
Com minhas colheres de sopa
Enfiei no seu rabo, uma colher de pau
Arranquei seus belos olhos, com garfos de doceria
Fodi cada pedacinho seu
Recobrando minhas forças
É hora minha querida
De lhe entregar aos vermes
Vamos selar nosso amor
Nas sepulturas

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