Rosa negra

Na dança do meu meu fado

Rosa negra
Foi na dança do meu fado
Que me leva a todo o lado

O meu fado é a luz que me orienta
Na penumbra do lamento
O meu fado é a voz do sentimento
Sofrimento que se inventa

Ai a vida vem, Ai a vida vem, às vezes vai ao fundo
Ai a vida tem pena de ninguém
Que a pena é de todo o mundo

O meu fado já não é aquele fado
Como era antigamente
Minha alma sente que tem um passado
Mas que vive no presente


Ai a vida vem, Ai a vida vem, ás vezes vai ao fundo
Ai a vida tem pena de ninguém
Que a pena é de todo o mundo

Vou na dança do meu fado
Que me leva a todo o lado
E me faz sentir mulher
E se não balança o quatro
Vai a dois ou vai de lado
Sem ter medo de sofrer
E a voz sempre amargada da saudade e da guitarra
Esta rima vai mudar
A minha sina assassinada

Vou na dança do meu fado
Que me leva a todo o lado
E me faz sentir mulher
E a sorte que é malvada
Há de vir o dia que se vai arrepender

Foi na dança do fado
Que me leva a todo o lado

Fado no meu peito
Fogo do lamento
Sangue da minha cultura
Tenho um gesto a preto e branco que herdei
Mas tenho numa cor mais pura


Ai a vida vem, Ai a vida vem, às vezes vai ao fundo
Ai a vida tem pena de ninguém
Que a pena é de todo o mundo

Tanto mar de compaixão
Navegando, navegado
De queixume este gemer
Mais quem tem um coração
Vai poder cantar o fado
Mesmo sem o conhecer

Tanto mar de compaixão
Navegando, navegado
De queixume este gemer
Mais quem tem um coração
Vai poder cantar o fado
Mesmo sem o conhecer

Vai poder cantar o fado
Mesmo sem o conhecer

Vai poder cantar o fado
Mesmo sem o conhecer

O meu fado já não é aquele fado
Como era antigamente

Vou na dança do meu fado
Que me leva a todo o lado
E me faz sentir mulher
E se não balança o quatro
Vai a dois ou vai de lado
Sem ter medo de sofrer
E a voz sempre amargada da saudade e da guitarra
Esta rima vai mudar
A minha sina assassinada

Vou na dança do meu fado
Que me leva a todo o lado
E me faz sentir mulher
E a sorte que é malvada
Há-de vir o dia que se vai arrepender

E a sorte que é malvada
Há-de vir o dia que se vai arrepender

PedroRAGomes
Madeira

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