Sidinei da mota

Lavadeira

Sidinei da mota
Antes mesmo de o sol bater nas casas
Cada um com a sua atribuição
As vezes o pensamento bate asas
Mas é preciso cumprir a obrigação

Parece longo o caminho do rio
Pesa a trouxa, no ombro da menina
Não importa que o tempo faça frio
É apenas mais um dia na rotina

Ajoelhada como quem faz uma prece
Esfrega o pensamento, limpa a solidão
Mas é apenas um lambari que aparece
Dividindo as migalhas do sabão

O rio passa sem sair do lugar
Forma espuma, na tabua que era do baldrame
Quisera as vestes de um moço pra lavar
E novos sonhos pra estender no arame

E o rio parceiro de toda a mocidade
Enche de lágrimas em chuva passageira
E a menina que agora vive na cidade
Não tem mais a obrigação de lavadeira

A vida que é linda, às vezes ingrata
Traz uma saudade escondida, no correrio
Retomam o seu sentido, hoje cabelos de prata
Sempre que volta aqui no rio

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